domingo, 27 de junho de 2010

Unhas encravadas: o que fazer?

Unhas encravadas: o que fazer?

Dia após dia nos deparamos com reportagens que abordam um assunto preocupante: crianças fazendo as unhas.
Esse assunto requer a devida preocupação porque a cutícula é considerada uma produção cutânea e quanto mais ela é removida, mais será produzida. O mesmo ocorre com calosidades. Muitos pais expoem seus filhos a alguns problemas ungueais como onicocriptose, e até mesmo cutícula funda.
Mas outro assunto interessante é o ressecamento da cutícula, pois muitas vezes este é confundido com produção de cutícula. Ora, se a cutícula é uma proteção natural das pontas dos dedos, das unhas e da matriz ungueal, e se o correto é a remoção superficial, então o melhor método nesses casos é a hidratação.
O principal problema é quando o uso incorreto do alicate de unhas vira transtorno. Devido a um corte mal feito, aliado à pressão do sapato as unhas poderão sofrer com a onicocriptose ou inflamação provocada por unhas encravadas. O mau uso do alicate também pode provocar vários tipos de deformação nas unhas.
A dor é provocada pela pressão onde o corpo da unha foi cortado de forma errada, alterando o formato reto para pontiagudo na região do vale da unha, causa inflamação, infecções, ou até mesmo em último caso a amputação do dedo.
Este é um problema que deve ser resolvido o mais rápido possível pois os pés estão perto do chão que invariavelmente está cheio de microorganismos que podem provocar infecções sérias e para piorar o caso, nos deparamos com pessoas que resistem firmemente quando indicamos uma visita ao podólogo ou dermatologista.
Outra situação de perigo é o fato de que muitos profissionais manicuros/pedicuros acham que com o alicate de unhas podem resolver um problema que seria solucionado apenas com órteses, ou procedimentos como remoção de espícula, correção cirúrgica e outros métodos que somente os técnicos podólogos poderiam solucionar ou ainda somente os dermatologistas.
Muitas vezes ouvimos estes profissionais dizerem que sabem o que estão fazendo porém seus certificados não lhes dão liberdade para realizarem tais procedimentos.
Infelizmente no Brasil há alguns anos atrás com a moda das unhas ovais as pessoas confundiam o formato oval com o corte das laterais das unhas e esta prática se estende até os dias de hoje. E para piorar a situação muitas pessoas se acostumam com essa idéia e ainda tentam manipular o profissional da beleza para realizar tal prática. Mas cabe ao manicuro/pedicuro jamais realizar esse procedimento errado, orientar o cliente, usando às vezes até de fotos com as consequências de tal erro para educação do cliente.

Solução:

Se o cliente apresentar um caso superficial de unha encravada, o ideal é deixá-la crescer, ela voltará ao normal pois a parte danificada da lâmina ungueal devido ao crescimento se auto corrigirá. A cliente deverá ser orientada a não cortar as unhas, apenas lixar e o profissional jamais deverá cortar ou lixar os cantos das unhas. Caso o cliente reclame demasiadamente da dor, é interessante o profissional ter parceria com algum técnico podólogo.
Desta forma, o cliente ficará satisfeito com sua indicação.

Prevenção:

A prevenção requer apenas a simplicidade de não cortar os cantos das unhas dos pés (e até das mãos), não arredondar as unhas, evitar cutícula funda.

NO PASSADO
Nos anos 80, cresci vendo a minha mãe utilizar uma mesinha de manicure e com o seu alicate de unhas, ela faturava sempre um dinheirinho. E ainda pensava ser profissional como as pessoas que tinham certificado. Naquela época, tudo podia, todo mundo achava que sabia de tudo, mas felizmente os tempos mudaram. Hoje, ficar lembrando que ela dizia desencravar as unhas das clientes dá arrepios!! Ninguém tinha qualquer noção de biossegurança nem de ética!!!

NO PRESENTE

Infelizmente manicure/pedicure ainda é uma tarefa considerada como função e não como profissão, porém, isto não significa que podemos tudo. 
Imagine se um médico resolve deixar seus pacientes no centro cirúrgico aguardando-o para proceder uma cirurgia enquanto este profissional se intromete de forma antiética dando banho nos pacientes, o que é tarefa de enfermeiros, ou enfermeiros executando cirurgias!!! Patético, não é mesmo? Felizmente médicos e enfermeiros não adotam tais práticas, então por que profissionais manicures/pedicures querem executar função de podólogos ou vice-versa? Por que não uma união entre as duas classes?  Por que não uma conscientização? Ora, o sol nasce para podólogos e manicuros/pedicuros!!! Então, podólogos também exercendo embelezamento? Faça seu comentário, ok?
Ora, se você é embelezador (a) de unhas não execute o serviço de um podólogo ou de dermatologista, que tal?
A Podologia é a ciência da área da saúde que estuda, previne, diagnostica e trata as alterações dos pés e as suas repercussões no corpo humano.

A palavra Podologia deriva do grego: “podo” significa pé e “logos” significa tratado. Assim, podemos definir Podologia como “estudo e tratamento dos pés”.
Tal como noutras ciências da saúde, verificou-se nos últimos tempos uma grande evolução na qualidade e no tipo de serviços prestados nesta área, o que faz com que a definição anterior se torne insuficiente para caracterizar a Podologia no seu estado atual.
Esta evolução foi possível também graças à aplicação de novas tecnologias nos métodos de diagnóstico e aplicação de novos tratamentos, tornando a Podologia numa área da saúde altamente especializada, que nada tem a ver com simples tratamentos de estética, como algumas pessoas pensam, por falta de informação.
Assim, de forma mais rigorosa, pode-se definir Podologia como o ramo das ciências da saúde que tem por objetivo a prevenção, o estudo, a investigação e o tratamento dos processos patológicos do pé.

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